Em pleno Agosto

De repente, fez-se um silêncio na cidade. As ruas esvaziaram-se de automóveis. O trânsito reduziu-se a dimensões razoáveis. Às vezes, víamo-nos a viver num romance de Kafka: as filas que nos esperavam, à saída de casa, assemelhavam-se a monstros a quem, diariamente, tínhamos de prestar vassalagem. Estávamos habituados a conviver com a irracionalidade. O verão […]