A doença da interpretação

Intervir passa muitas vezes por não intervir. Uma passagem de Nancy Boyd Webb chama precisamente atenção para esse facto. A autora realça a reserva que muitos ludo terapeutas têm relativamente a realizarem ligações verbais entre o conteúdo expresso pela criança na brincadeira e as representações a que eles remetem.

A criança precisa também de ter espaço para se expressar pelo simbólico e pelo não verbal sem que imediatamente seja chamada à realidade.

Estar com alguém numa relação terapêutica é saber estar com para além do verbal – isto é através do não verbal e também, como neste caso, da linguagem infantil dos jogos.

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