O Público e o Privado – não é para todos

o peso da proibiçãoLi há dias que 150 mil famílias deixaram de pagar o empréstimo contraído para poder ter as suas casas. Dei depois por mim a pensar: porque será este assunto um problema privado, uma dor de cabeça de cada um?

Os Estados europeus do sul endividam-se constantemente numa tentativa de garantir um sistema bancário que está assim porque especulou perigosamente. Acredito que, com estas ajudas oficiais, prosseguirá a mesma linha de conduta. Entretanto os juros monstruosos da dívida empobrecerão continuamente todos nós.

Quanto às famílias ficarem sem casa: eis um assunto que diz respeito apenas a cada um de nós. Noutros locais forneci reflexões (Consumo das famílias) (A privatização do dinheiro) sobre esta desresponsabilização inacreditável dos Estados.

O Estado somos todos nós. Claro que não pode substituir-se às obrigações que cada cidadão contraiu. Pode regular contudo, plafonds máximos – e humanos já agora – dos juros das dívidas (20% ou 25% é acautelar os interesses das famílias?) e até alguma ajuda em termos de regime fiscal.

Ao não fazer tudo isto – e já agora ao não renegociar as nossas dívidas externas – os governos do sul mostram realmente quem não defendem e, por exclusão de parte, de que lado estão.

*

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